Papa: “Não usem Deus para justificar a violência”

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“O Deus que nós buscamos servir é um Deus de paz. O seu santo nome não deve nunca ser usado para justificar o ódio e a violência”. Essa reflexão do Papa durante o encontro ecumênico e inter-religioso na nunciatura apostólica, segundo compromisso de sua viagem apostólica ao Quênia, primeira etapa de sua visita à Africa, que acontece de 25 a 30 de novembro.

“Permanece viva, em vós, a memória deixada pelos bárbaros ataques ao Westgate Mall, ao Garissa University College e a Mandera. Com muita frequência, tornam-se os jovens extremistas em nome da religião para semear discórdia e terror, para dilacerar o tecido das nossas sociedades. Como é importante que nos reconheçam como profetas de paz, pacificadores que convidam os outros a viver em paz, harmonia e respeito mútuo”, disse o pontífice.

Aos chefes das diversas confissões cristãs (anglicana, evangélica, metodista, pentecostal, African Island Church, etc) e de outras religiões (tradicional animista e muçulmana) presentes no Quênia, o Santo Padre disse: “O nosso relacionamento nos está colocando diante de alguns desafios que nos colocam alguns questionamentos. Todavia, o diálogo ecumênico e inter-religioso não é um luxo. Não é algo opcional, mas é essencial, é algo de que o nosso mundo, ferido pelos conflitos e divisões, há sempre necessidade” […] Promovendo o respeito de tal dignidade e de tais direitos, as religiões interpretam um papal essencial na formação das consciências, em suscitar nos jovens o valores espirituais profundos das respectivas tradições e na preparação de bons cidadãos, capazes de infundir na sociedade civil a honestidade, integridade e uma visão do mundo que valorize a pessoa humana em relação aos poder e ao lucro material”, ressaltou.

Ao final do encontro com os representantes de outras crenças, o Santo Padre presidiu a primeira missa de sua décima viagem apostólica internacional no campus da universidade de Nairobi. “Assistimos ao crescimento de novos desertos, criados por uma cultura do egoísmo e da indiferença em relação aos outros”, destacou em sua homilia. E completou: “A saúde de qualquer sociedade, a saúde das famílias dependem sempre da fé na Palavra de Deus que nos chama a sustentar as famílias em sua missão dentro da sociedade, a acolher as crianças como uma benção para o nosso mundo e a defender a dignidade de todo homem e de toda mulher, já que todos nós somos irmãos e irmãs que fazem parte da mesma família humana”.

Bergoglio também convidou os jovens a resistirem às práticas que favorecem a arrogância dos homens, ferem e desprezam as mulheres, não cuidam dos anciãos e ameaçam a vida dos inocentes que ainda não nasceram. Aos presentes, também dirigiu um apelo: “Que os grandes valores da tradição africana, a sabedoria e a verdade da Palavra de Deus e o generoso idealismo de vossa juventude vos guiem no compromisso de formar uma sociedade que seja sempre mais justa, inclusiva e respeitosa da dignidade humana. Que esteja sempre em vosso coração a necessidade dos pobres; rejeiteis tudo aquilo que conduz ao prejuízo e à discriminação, porque essas coisas não são de Deus”, concluiu.

(Tradução: Mirticeli Medeiros)

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