Adote um terrorista!

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ALDO BUONAIUTO

Sonhei e imaginei que, nesses dias, o grito e a oração de milhões de cristãos possam ter movido o coração de Deus exatamente como aconteceu nos tempos de Caim, quando o próprio Senhor perguntou: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra”.  E, dessa forma, queria acreditar – ou pelo menos esperar – que aquele terrorista chamado Salah Abdeslam tenha escapado não somente por medo, mas também graças a uma mão invisível que o impediu, para que ele pudesse se rever ou, pelo menos, se reconstituir. Pode parecer absurda essa hipótese mesmo para aqueles que acreditam no Deus “das coisas visíveis e invisíveis”, mas tal possibilidade não deve surpreender. E mais: a intervenção do Senhor esperamos e desejamos ardentemente.

Além disso, existe a grande mensagem evangélica que não pode ser desconsiderada, a qual o cristão deve colocar em prática; palavras fortes e incômodas de Jesus que não podem ser banalizadas: “Amai os vossos inimigos, amai aqueles que vos odeiam, orai por aqueles que vos perseguem”. Eis o mandamento. É possível vencer o terrorismo através de um amor maior e desejar o retorno do filho perdido no esquecimento das trevas que possa sentir-se fora da misericórdia de Deus. Me dirijo sobretudo aos cristãos: “adotem” um terrorista como um compromisso espiritual, seguindo os ensinamentos bíblicos.

O cristão, diante do horror e do terror dos criminosos, possui apenas um modo de responder: aquele de amar, rezando pela mudança. Essa é a única e verdadeira arma que pode iluminar os corações e as mentes daqueles que fomentam tragédias. O Deus dos cristãos, ou seja, o mesmo e único Pai de todas religiões monoteístas, pode unir-nos no desejo de adotar todo terrorista em potencial para que ele se converta.  O ódio não resolveu nada e muitos menos inúteis comentários que somos obrigados a escutar continuamente. Os desabafos compreensíveis, a raiva, as acusações, os falsos alarmes, as especulações e a inacreditável falsidade de quem condena o inimigo e, ao mesmo tempo, lhes vende armas: tudo isso é frustrante.

Além disso, há o bombardeamento midiático pesado que, em nome da informação, produz uma “asfixia” capaz de nos levar a não confiar mais em ninguém ou em nada. Todas as justas análises de como enfrentar o ISIS nos deixam consternados, principalmente quando nos deparamos com a impotência dos nossos governantes em enfrentar aquele campo minado antes que seja ocupado pelo que vem sendo definido como “Estado islâmico”. Do ponto de vista logístico, parece não haver uma saída, sem contar que alguns preferem prever eventos catastróficos para depois poder enfrentá-los. Entre inúteis “sabidões” e malditos assassinos não se encontra a via para reavivar o desejo de paz.

Os conflitos aumentam enquanto o povo sofre e chora. Somente a fé dos verdadeiros fieis poderá salvar esta humanidade. Somos chamados a substituir todos os parâmetros desse sistema louco que quis tirar Deus da sociedade achando que poderia se apropriar da Sua criação. Há uma cumplicidade extrarreligiosa que é diabólica e assustadora formada pelas potências sem escrúpulos, contaminadas pelos lucros monstruosos em que todo o caos é cômodo, inclusive o uso da religião de um modo distorcido. Hoje, nós, pequenos e fracos cidadãos, pessoas comuns, podemos apenas nos ajoelharmos em oração suplicando para que o Salvador intervenha nas mentes dos corruptos e pedindo que os homens parem diante da destruição do futuro dos nossos filhos.

(Tradução: Mirticeli Medeiros)

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